Classificação indicativa: Livre

O cantor e compositor uruguaio Daniel Drexler sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, acompanhado de sua banda – formada por Analía Parada (voz), Camila Ferrari (voz) e Fede Wolf (percussão, bateria e violão) –, para fazer o lançamento em São Paulo de Uno, sétimo disco da carreira. O show tem a participação de Marcelo Jeneci, Pedro Alterio, Pedro Viáfora e Tó Brandileone.

“É a primeira vez que me apresento na casa e estou muito emocionado e feliz com essa oportunidade. Já lancei o disco em Porto Alegre, no Theatro São Pedro, e em outras cidades do interior do Rio Grande do Sul, no Uruguai, na Argentina e na Espanha, e agora chegou a vez de São Paulo”, fala Daniel Drexler. “Vou mostrar as novas canções, versões inéditas de meus trabalhos anteriores e algumas composições que ainda não registrei em estúdio. Além disso, toco algumas músicas dos convidados, e eles participam das minhas.”

Gravado em Montevidéu, no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, o disco Uno – que conta com produção de Alexandre Kassin e participação dos instrumentistas brasileiros Danilo Andrade, Davi Moraes, Domenico Lancelloti, Leo Reis e Marcos Suzano, além de Kassin – apresenta em suas faixas o forte pulso rítmico de Montevidéu e o encontro da música de raiz afro do Rio da Prata com o universo percussivo e harmônico carioca. Segundo o artista, esse conceito de união que o nome do disco traz (e que possui o mesmo significado nas línguas espanhola e portuguesa) também está presente em sua sonoridade.

Uno é um dos meus discos mais montevideanos. Ele tem algumas músicas feitas no candombe, que é um ritmo afro-uruguaio, e é um álbum muito urbano do ponto de vista das composições”, explica. “Em certo momento, senti que ele pedia um sotaque, uma questão rítmica mais up. Então, fui para o Rio de Janeiro, porque acredito que quando vamos a outra cidade e procuramos o sotaque do lugar ele fica impregnado no trabalho. E ali surgiu esse ar mais leve e pop dele. Foi muito interessante ver o que acontecia nessa interseção entre o universo rítmico de Montevidéu e do Rio de Janeiro. Acho que isso fica claro em ‘La Rambla de Montevideo II’, um candombe quase transformado em funk. Essa canção marca a tônica do que acontece em todo discoque traz ainda um pouco do humor da América do Sul. ” 

Sobre as participações especiais de Marcelo Jeneci (que também gravou, ao lado de Drexler, uma das faixas do disco), Pedro Alterio, Pedro Viáfora e Tó Brandileone no show, Daniel Drexler conta que conhece os músicos há alguns anos e que a oportunidade de tocar com eles no espetáculo é motivo de muita alegria.

“Conheci o Marcelo Jeneci num show que fiz no Sesc Pinheiro, há três anos. Foi ele quem sugeriu que eu gravasse um disco com o produtor Alexandre Kassin. Ele participou comigo de uma das músicas do disco, ‘Ao Menos Um Segundo’, e ficamos próximos”, fala. “Pedro Alterio, Pedro Viáfora e Tó Brandileone conheço há cerca de dois anos de La Serena [uma praia da costa do Uruguai]. São parceiros com os quais tenho uma relação de amizade forte e sinto muita proximidade musical. Poder construir e estender essas pontes entre a minha música e a desses artistas é um presente da vida.”

Admirador da arte, da cultura e da música brasileiras, Drexler revela que frequenta há tempos algumas praias da Bahia, de Santa Catarina e do Rio de Janeiro – o cantor e compositor é surfista, nas horas vagas –, mas “descobriu” a cidade de São Paulo apenas há três anos. Apesar do relacionamento novo com a metrópole, ele se diz apaixonado e que ela faz o seu coração bater num ritmo diferente.

Muitas coisas me atraem no Brasil. Sempre estive atento ao que acontecia na música, na literatura, na arte brasileira em geral. Tenho grande admiração por vários de seus músicos de diversas gerações, como Tom Jobim, Chico Buarque, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Djavan, Lenine, Rodrigo Amarante, Zelito, Rubel, Marcelo Camelo, Tiago Iorc, Arnaldo Antunes, Chico Cesar, Adriana Calcanhoto, Vitor Ramil”, fala. “Frequento as praias brasileiras há algum tempo, já que sou surfista, mas São Paulo foi uma ‘novidade’ para mim. Nos últimos anos comecei a descobrir a cidade e estou entrando numa fase de enamoramento por ela”, diz. “Acho que como Caetano descreve em ‘Sampa’ e trazendo a música para a minha realidade, São Paulo me fez descobrir que alguma coisa também acontece no meu coração quando estou nessa cidade tão incrível.”

Daniel Drexler [com interpretação em Libras]
sábado 14 de setembro de 2019
às 21h
[duração aproximada: 90 minutos] 

ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

[livre para todos os públicos]

abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido e em seus pontos de venda a partir das 13h do dia 30 de agosto. Também estão à venda na bilheteria do Auditório Ibirapuera, nos seguintes horários:
sexta e sábado das 13h às 22h
domingo das 13h às 20h

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