Dia 23 de maio de 2011. Há dez anos, morria Abdias Nascimento, artista plástico, político, poeta, teatrólogo e líder do movimento negro brasileiro. Uma vida longeva de 97 anos chegou ao fim, mas, uma década depois, podemos afirmar: ele segue vivo em pensamento e luta.

Homem negro de barba branca em foto de close, estilo 3x4. Ele usa óculos de grau e tem os cabelos brancos, assim como a barba.
Abdias Nascimento: *14/3/1914 +23/5/2011 (imagem: acervo pessoal)

Aqui mesmo, no site do Itaú Cultural, desde que a Ocupação foi montada, em novembro de 2016, Abdias passou a ser tema em vários momentos, sempre com muito interesse do público. Os conteúdos sobre ele já geraram mais de 110 mil visualizações, somente no site. O hotsite da Ocupação é o segundo mais visto, ficando atrás apenas do de Lima Duarte.

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De 17 de novembro de 2016 a 15 de janeiro de 2017 aconteceu a Ocupação Abdias Nascimento, uma retrospectiva da trajetória do artista e militante 

Entre os destaques do hotsite, o ativismo, que durou por toda a vida, e o período de 13 anos no exílio, com cronologia e galeria de fotos com as pinturas produzidas nos Estados Unidos. A importância de Abdias para o teatro – ele fundou o Teatro Experimental do Negro – também é abordada, em fotos, cronologia e depoimentos em vídeo.

Além do próprio site da Ocupação, com nove seções e material exclusivo, que abordam a vida e a obra dele no teatro, na política, no exílio e no ativismo do movimento negro, outros conteúdos estão disponíveis e listamos abaixo, com um breve descritivo:

>>Depoimento exclusivo de Eugênio Lima sobre Abdias está na publicação que comemora as 50 primeiras Ocupações

 

>>Recortes sobre Abdias Nascimento

O educador Edinho Santos fala sobre o dramaturgo, ator, artista plástico e escritor: “O que Abdias ensinou é uma inspiração para minha vida”.

>>Playlist com depoimentos em vídeo sobre Abdias Nascimento

>>O legado de Abdias em entrevistas

"Abdias Nascimento é a personificação da luta antirracista no século XX", diz coletivo Preta e Acadêmica

"Colhemos os frutos deixados pelo Teatro Experimental do Negro", diz o Coletivo Negro

Veja também
Imagem em preto e branco. Nela, uma mulher negro segura um livro à altura do peito e o lê. Ela tem óculos grandes e angulosos. Com a outra mão, os ajusta no rosto.

Ativo 000000 | Responsa

Eu tomei a produção desta coluna como uma responsabilidade de relatar memórias, dores, reflexões, pensamentos e resistência. De falar em próprio nome. Em legítima defesa