A banda O Terno, formada por Tim Bernardes, Guilherme d'Almeida e Biel Basile, sobe ao palco do Auditório Ibirapuera, acompanhada pelos músicos Amilcar Rodrigues (trompete), Douglas Antunes (trombone), Filipe Nader (saxofone) e Oscar Ferreira (saxofone), para fazer o show de lançamento de <atrás/além>, quarto disco de sua carreira. Durante a apresentação, o trio mostra ainda alguns sucessos dos seus álbuns anteriores – 66 (2012), O Terno (2014) e Melhor do que Parece (2016).

“O disco novo dá o tom ao espetáculo, mas músicas de outros trabalhos, que são as favoritas do público, estarão no clima do <atrás/além>. Algumas vão ganhar novos arranjos, outras serão tocadas da forma original ou vão se misturar ao repertório”, conta Tim, vocalista da banda. “O show ainda está sendo construído, mas o clima é meio este: tocar esse O Terno de agora, como se a gente ‘revivesse’ as outras músicas. Vai ser um show mais intimista, de certa forma.”

Com uma sonoridade mais orquestral, que mistura o experimental com o pop, <atrás/além> reflete o caminho adotado por Tim Bernardes (que também é compositor e arranjador) nos últimos trabalhos lançados por ele e pela banda – respectivamente, Recomeçar (2017), seu primeiro disco solo, e Melhor do que Parece (2016), o último disco do grupo. O músico acrescenta que, pela primeira vez, um álbum d’O Terno traz um conceito do começo ao fim.

“O trabalho reflete sobre uma geração muito interessante, que vive essa tendência recente da velocidade, do tempo da mídia social, mas que chega a um ponto em que é insustentável acompanhar esse ritmo – que é artificial e gera ansiedade”, fala Tim. “Embora sejam 12 canções que você pode ouvir individualmente, elas conversam entre si em torno do retrato de um sujeito jovem dos dias de hoje. Falam desse ponto entre já se ter feito certas coisas e, na chegada à vida adulta, ainda haver muito dessa sensação de olhar para trás e avaliar o que deve ser levado do passado e qual é a esperança para o futuro”, diz. “O <atrás/além> mostra também uma mistura de linguagens, de poesia concreta e referências sessentistas com a linguagem contemporânea – de WhatsApp, de HTML, de caractere, presente no título. Temos, pela primeira vez, um álbum com um conceito de cabo a rabo.”

O trio paulista, que desde o seu primeiro trabalho – o disco 66, de 2012 – faz todos os lançamentos no palco do Auditório Ibirapuera, diz que é sempre uma honra voltar e se apresentar na casa com mais um show. E que a atmosfera do lugar ajuda a tornar a noite especial não só para os músicos, mas para o público que acompanha o espetáculo.

“Lançamento é sempre muito simbólico. É muito mais do que você juntar um número de pessoas e fazer um show bacana. É uma espécie de ritual para mostrar algo no qual trabalhamos, ao qual nos dedicamos e que gostamos muito de fazer”, diz Tim. “O Auditório tem uma aura que soma muito nessa vontade de fazer um lançamento oficial. É um lugar lindo, onde tudo é muito caprichado, desde a acústica até a arquitetura. A pessoa consegue entrar no clima de uma noite especial. Para nós, que estamos de dentro, claramente é uma noite especial. E esse clima é, de certa forma, compartilhado com todos.”

O Terno [com interpretação em Libras] | INGRESSOS ESGOTADOS
sexta 17 e sábado 18 de maio de 2019
às 21h
domingo 19 de maio de 2019
às 19h
[duração aproximada: 90 minutos] 

ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

[livre para todos os públicos]

abertura da casa: 90 minutos antes do espetáculo

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