O ano de 2012 começa em Paris com toques de brasilidade. De 17 de janeiro a 25 de março, a Maison Européenne de la Photographie, internacionalmente reconhecida por seu trabalho de difusão da fotografia mundial, recebe a mostra O Elogio da Vertigem: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira, com curadoria de Eder Chiodetto. Recorte da coleção de fotografias do acervo de arte do Itaú, a exposição exibe a originalidade e o desenvolvido grau de experimentação dos fotógrafos brasileiros que ajudaram a expandir os seus territórios nas artes visuais entre os anos de 1940 e de 1960 e nas duas últimas décadas. No total, serão apresentadas 88 obras de 42 artistas como Thomaz Farkas, German Lorca, José Yalenti e Geraldo de Barros e, contemporâneos como Vik Muniz, Rosângela Rennó, Miguel Rio Branco, Claudia Andujar e Rodrigo Braga.

Para Chiodetto, a história da fotografia é um reflexo da história da humanidade. Partindo desse pressuposto, ele desenhou a linha curatorial da exposição caminhando pelos últimos 60 anos da produção brasileira de caráter mais experimental. "É uma forma de ilustrar a capacidade nacional de absorver e transformar influências estrangeiras, de refletir a vertiginosa história política do país nesse período", observa. "Encontramos, entre tantos labirintos, uma expressão pulsante e genuína que hoje coloca o Brasil entre os principais polos de criação artística no campo da fotografia", conclui.

A mostra exibe dois importantes momentos da fotografia brasileira: o período modernista e o contemporâneo. No primeiro, entre o final da década de 1940 e o início da de 1960, fotógrafos brasileiros criaram no país uma fotografia mais onírica e menos assertiva. Em um de seus desdobramentos auxiliou na conceituação e na criação da corrente artística denominada de Concretismo, sobretudo pela produção do artista Geraldo de Barros, entre outros. Eles responderam, assim e ainda que tardiamente, aos impulsos das vanguardas estéticas europeias do início do século XX.

Com o golpe militar de 1964, no Brasil, o experimentalismo no campo da fotografia arrefeceu por mais de duas décadas, retornando apenas com o início da redemocratização, ocorrida em 1985. Surgiu, a partir daí um forte núcleo da produção contemporânea, que forma o módulo contemporâneo da mostra, com  nomes como Vik Muniz, Miguel Rio Branco, Mario Cravo Neto e Cláudia Andujar. O trabalho desses artistas revela como o experimentalismo foi retomado levando a fotografia brasileira a ser reconhecida no circuito artístico e cultural com ótima presença em importantes exposições mundo afora.

Na Coleção Itaú
Iniciado há mais de 60 anos pelos fundadores do Banco Itaú, o acervo conta hoje com 12 mil obras, entre pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, instalações e as peças das coleções Itaú Numismática e Brasiliana Itaú. Esse importante conjunto, que é gerenciado pelo Itaú Cultural, cobre toda a história da arte brasileira, com peças referenciais de cada movimento e estilo.

"Esta mostra faz parte do esforço permanente do Grupo Itaú para que o grande público tenha acesso aos diferentes recortes de sua coleção", observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. Em 2011, o instituto começou a itinerância das obras, conferindo assim maior democracia no acesso ao acervo. Até o momento, foram 13 mostras apresentadas em cinco países e em sete cidades brasileiras, vistas por mais de 200 mil pessoas. Entre elas, destaca-se Moderna para Sempre, que privilegia as obras plásticas do período modernista brasileiro, com curadoria do fotógrafo Iatã Cannabrava - parte das imagens exibidas naquele momento está presente nesta exposição.

Para a história da coleção de arte do Itaú, esta exposição na Maison Européenne de la Photographie é extremamente representativa, por conferir amplitude internacional ao constante trabalho de pesquisa, preservação e prospecção, que faz com que este seja um dos maiores acervos particulares do Brasil - porém disponível, em várias ocasiões e de diferentes formas, à apreciação do público.

SERVICO
O Elogio da Vertigem: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira
Maison Européenne de la Photographie
17 de janeiro a 25 de março de 2012
De quarta-feira a domingo, fecha também aos feriados
Das 11h às 20h
Tarifa inteira: 7 EUROS
Tarifa reduzida: 4 EUROS

Maison Européenne de la Photographie
5/7 rue de Fourcy
75004 Paris
Fone : + 33 (0)1 44 78 75 01
http://www.mep-fr.org/

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